Aconteceu nesta quinta (13), no auditório da Secretaria de Educação, no Centro Administrativo da Bahia, o 2° Seminário do Plano Urbanístico e Ambiental do Vetor Ipitanga (confira fotos na Galeria). O encontro aprofundou e avançou na discussão da proposta de desenvolvimento urbano e modelagem espacial para o Vetor Ipitanga, além de ter discutido outros temas relevantes para as comunidades que compõem a região.
O Plano Urbanístico e Ambiental visa ordenar a ocupação para diversos fins e atividades na área de influência não só dos mananciais do Ipitanga, mas também nas margens dos recursos hídricos e da preservação permanente, áreas estas já sob forte pressão especulativa, como também de ocupação desordenada. O Plano será implementado sob a coordenação da SEDUR e contará com a participação de diversas instâncias do governo estadual e municipal, além de organizações da sociedade civil.
Estiveram presentes no 2º Seminário do Plano Urbanístico Ambiental do Vetor Ipitanga, o chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, José Eduardo Copello, o diretor de Águas Urbanas da Superintendência de Saneamento da SEDUR, Raimundo Freitas, além de representantes do Consórcio Hydros/FFA e das comunidades que compõem o Vetor Ipitanga, além de demais pesquisadores e envolvidos no projeto.
O chefe de gabinete da SEDUR, José Eduardo Copello, abriu os trabalhos pela manhã. “É um projeto de suma importância, visto que foi uma escolha desta secretaria criar um plano, ao invés de uma ação paliativa. A demanda por abastecimento de água é uma luta histórica da comunidade nessa região, composta por território de três municípios baianos, que se tornará possível através desse projeto fundamental”, afirmou.
Em seguida, a representante do Consórcio Hydros/FFA, Liana Viveiros, falou sobre questões fundamentais acerca do plano urbanístico. Dentre os aspectos tratados por Liana, destacam-se a mobilização e elaboração do plano, a importância do patrimônio ambiental, além de apresentar a concepção do plano através de suas diretrizes específicas.
Liana Viveiros ainda abordou questões relacionadas à sustentabilidade e à capacidade produtiva da população local. “Não é possível pensar na região de maneira isolada. É uma área estratégica, conectada a uma série de regiões. É preciso prospectar alternativas para a população, visto que é uma área rural que passará a ser urbana”. Durante a mesma apresentação, Floriano Freaza, também representante do consórcio, detalhou a planta geral do masterplan.
Debate - Após as palestras, os participantes participaram de um debate mediado por Raimundo Freitas, diretor de Águas Urbanas da Superintendência de Saneamento da SEDUR. A mesa foi composta por Maria de Lourdes Costa Souza, da Superintendência de Habitação da SEDUR, Maria Tereza Torreão, representando a Prefeitura de Salvador, e Sinésio Ramos, representante dos moradores da região.
Maria de Lourdes apontou o caráter metropolitano do projeto, uma vez que três municípios são interessados diretos no plano. Já Maria Tereza Torreão apontou a necessidade de parâmetros mais bem definidos acerca do plano de mobilidade do projeto. Sinésio Ramos falou sobre a necessidade de união entre os poderes estadual e municipais, visto que o projeto deixará um grande legado para a região.
O Seminário do Plano Urbanístico e Ambiental do Vetor Ipitanga teve continuidade com a apresentação do técnico do Consórcio Hydros/FFA, Mário Henrique, que destacou em sua palestra questões referentes ao Programa de Educação Ambiental e acerca dos pontos que dizem respeito ao Parque Metropolitano de Ipitanga. Segundo Mário, o objetivo dessas ações é promover a sensibilização e a conscientização da comunidade sobre as questões socioambientais, com vistas à uma atuação coletiva e participativa da comunidade.
Para encerrar os trabalhos, o Seminário contou com a apresentação da representante da EMBASA, Renata Fraga, que falou sobre o “Projeto Básico de Ampliação e Melhoria Operacional do Setor do R23”. A ação tem o objetivo de ampliar o abastecimento de água tratada, na região nordeste de Salvador, incluindo Cassange e o empreendimento Coração de Maria, e Lauro de Freitas. O projeto está orçado em R$ 71 milhões e o prazo de término da obra é de 18 meses.
